
quarta-feira, 25 de maio de 2011

Faço um convite, vão até a PUC ou a Usp e entrem lá, depois vão até a Unesp, no Instituto da Artes e Física, na Barra Funda. A impressão que terão é de que aquelas são publicas (ainda que a primeira seja e a segunda não) e que esta última trata-se de um ambiente fechado, PRIVADO, com portão fechado e um vigia PM. na guarita Sabemos que tipo de policia nós temos e que há impedimentos legais para que eles entrem na Universidade. Não nos esqueçamos que a universidade é o lugar livre para o debate por excelência e que lá dentro são debatido e confrontados assuntos polêmicos para a sociedade e que portanto devem ter liberdade para esse debate e reflexão. Há muito tempo, acentuando-se na ditadura civil-militar de 64, que a policia é sinônimo de autoritarismo, violação de direitos humanos e não tem diálogo com os cidadãos de forma pacífica, especialmente estudantes. Se querem segurança na universidade que contratem seguranças, não terceirizados (e que portanto tenham relação com a comunidade), que dialoguem com a com a comunidade USPiana e não me venham ferir a autonomia universitária com uma POLICIA QUE É MAIS FAMOSA PELOS MASSACRES QUE PELA DEFESA DA NOSSA, JÁ FRÁGIL, DEMOCRACIA
sábado, 29 de maio de 2010
Passeios ao léu
ouvindo maysa a cantar ne me quitte pas começo estas letras e, num segundo não contado, a música acaba e vejo agora non, je ne regret rien na antiga vóz de edith piaf. meu primo diz que tem momentos de intimidade com meu eu. interessante maneira de dizer que se está só, pensando consigo mesmo a dor de viver. não quero aqui dizer que a vida é uma caixa que diariamente se abre somente com os pesares, como no mito de pandora; que viver não tem suas doçuras tão doces quanto foram as amargas horas de outrora, tem sim, há um brilho na vida que nos mantêm respirando, que deve ser um pouco aquilo de nos impede de desistir de tudo, todos, e se entregar ao breu-poço da morte. sim há doer em viver, sofrer em amar, cansar em buscar, mas o prazer do cheiro cheiroso da flor da laranjeira nos ajuda a caminhar. maysa, eu, meu primo, mayumi e pomba, tantas vezes entregues à melancolia que se insinua lá já na primeira solidão, do quarto, do ônibus, da caixa eletronica-que-tudo-tem.
mas onde estão estas flores agora, os lagos que meus pais se banharam, aqui atrás nas ruelas do bairro. se o colorido-belo da natureza faz os homens persistirem em sua luta, não sei por quanto tempo teremos coragem de seguir em um cinzesfriante-afogante de fumaças que nos rodeiam. natureza arranja jeito de por lirismo alí..... concretiza o cinzaconcretojá metamorfosiando- o em vida, assim vamos resistir né, lá onde a luz quer se apagar, não vamos deixar.
descer pra praia e banhar o corpo cansado de asfalto (e este é de tantos tipos). lavar a alma do pretume impermeável e entrar areia e sal pelos poros, limpando-os na transparncia gelada entre as rochas da mata, com aquele céu meu deus!, por entre o azul infinito e o verdíssimo cheiro das arvores que avizinhavam aquela cachoeira, que providencial aquela trilha!
29 . 05 . 2010 assim comecei há algum este texto, pensando em duas amigas que estavam comigo na praia, só nós três, livres do céu tampado pelos prédios, libertos do peso asfáltico de atravessar quilômetros sem saber exatamente pra onde vamos, mas se vamos, vamos juntos então, por décadas sem fim.
pombas efêmeras, mares e céus efêmeros e e o sóis nascentes do ocidente efêmeros, valem a pena uma taça de champanhe vendo estrela cadente na praia de céu infinito.
